Condições Benignas: Miomas uterinos (~50%), sangramento uterino anormal (~40%), dor (ex., em endometriose/adenomiose (~30%) ou doenças inflamatórias pélvicas), prolapso uterino (~18%),
Condições Malignas: Câncer cervical, endometrial, ovariano e doenças pré-invasivas.
Existem alternativas conservadoras e cirúrgicas à histerectomia, dependendo da condição subjacente. Por exemplo, miomas uterinos podem ser tratados com embolização da artéria uterina e miomectomia. Prolapso de órgãos pélvicos pode ser gerenciado com terapias conservadoras, como exercícios para o assoalho pélvico ou pessários. Dor pélvica crônica pode ser gerenciada por meio de intervenções de controle da dor, incluindo terapia hormonal. Sangramento menstrual intenso pode ser tratado com terapias médicas, ablação endometrial ou dispositivos intrauterinos. Endometriose e hiperplasia endometrial podem frequentemente ser tratadas clinicamente, enquanto neoplasia intraepitelial cervical pode ser adequadamente tratada com conização.
Referência:
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